5 Dicas para entender o funcionamento dos Fundos de Investimentos

Planejador financeiro dá algumas dicas para quem atua no mercado ou está se organizando para começar a investir

Os fundos de investimentos têm registrado as maiores captações dos últimos quatro anos. Descontados os resgates, os fundos receberam aproximadamente R$ 40 bilhões, sendo considerada a maior injeção líquida desde janeiro de 2013. Os números surpreendem, pois o país não vive um dos seus melhores momentos. Mesmo assim, que tem dinheiro disponível deve aproveitar o momento para investir e garantir bons rendimentos.

Antes de aplicar seus recursos num fundo de investimento, é preciso tomar alguns cuidados. O planejador financeiro Fernandes Marcondes listou 5 dicas para te ajudar nessa decisão.

1.Contratar uma gestão especializada
Antes de escolher esse tipo aplicação, vale fazer quatro perguntas para si mesmo:
- Terei tempo para me dedicar e acompanhar o mercado de perto?
- Saberei qual melhor ativo e o momento ideal para comprar e venda?
- Tenho capital suficiente para acessar uma diversificação adequada atingindo várias classes de ativos?
- Quais despesas terei com corretagem e comissões?

Se você ficou em dúvida e não saberia responder corretamente às questões acima, a sugestão é investir através de uma alocação diversificada em fundos de investimento, pois, acaba saindo mais barato e adequado.

2. Gestores: importante saber quem são e sua rentabilidade

O gestor e sua equipe são responsáveis pelas decisões de compra e venda, por isso é tão importante conhecê-los, ter informações sobre sua formação e capacidade técnica; visto que o desempenho da aplicação também depende deles.  Não adianta só acompanhar a cota, a rentabilidade do fundo, pois isso pode não mostrar como estão agindo realmente, é preciso fazer um monitoramento periódico e sempre trocar informações com o gestor do fundo. Também vale buscar o histórico de rentabilidade, um “track record” do fundo observado para entender algumas tendências e decisões mais frequentes sobre o ativo.

3. Patrimônio Líquido do Fundo
O tamanho do fundo é um importante dado a ser observado. Ser pequeno ou grande, não é necessariamente um motivo de exclusão, pois também é preciso observar a capacidade da perícia e gestão do fundo. No entanto, o tamanho pode impactar dependendo da estratégia a ser adotada.

Por exemplo, um patrimônio grande pode acabar diluindo ganhos ou até mesmo comprometer a agilidade de implementação (entrada ou saída) das táticas de investimentos. Já um fundo com capacidade patrimonial pequena podem atrapalhar também pelos mesmos motivos.

Contudo, a informação do patrimônio líquido ser alta ou baixa terá menor relevância quando comparada à capacidade de gestão da equipe que cuida do fundo. O que mais importa é o volume total da estratégia gerida pelo gestor, pois, muitas vezes um gestor pode ter vários fundos e carteiras com a mesma estratégia e o total gerido é superior ao patrimônio do fundo observado específico.

4. Prioridade em renda variável, renda fixa, multimercado, moedas ou imobiliário.
Não existe um ativo ou fundo  ruim. Existe uma aplicação que não está adequada ao seu perfil de investidor ou objetivos financeiros. Em todo caso, o melhor caminho é buscar a diversificação, incluindo diferentes classes de ativos para diluição do risco. Muitas vezes, vemos investidores que acreditam estar protegidos, por exemplo, por terem títulos de renda fixa de diversos emissores (Governo, bancos e empresas) quando, na verdade, eles estão à mercê de uma única classe de risco. Nesse caso, se a taxa de juros subir, eles perdem, se cair, eles ganham.

5. Diversificação de Fundo de Fundos
Referente a diversificação de ativos, existem alguns fundos, ainda pouco divulgados, que investem em diversos outros fundos, em geral, dos melhores gestores para cada estratégia específica. O investidor pode alocar, de uma única vez, um recurso que estará dividido em centenas de ativos escolhidos por especialistas dedicados exclusivamento a isto. Sozinho, seria humana e financeiramente impossível, tendo em vista que alguns desses fundos requerem aportes mínimos de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão, ou, mesmo, não estão abertos para receber aplicações. Imagine que o investidor terá à sua disposição, um gestor focado em saber quais são os melhores  gestores para cada “caixinha” que, por sua vez, terá na ponta, através de uma carteira diversificada em vários outros fundos, uma equipe gigantesca com os melhores profissionais especialistas em cada classe de ativo para cuidar de seu patrimônio.


Fonte: Dino (Divulgador de Notícias)

Tags: fundos de investimentos mercado planejamento financeiro renda fixa

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