A família cresceu? Cuidado com as dívidas

Mesmo preparando-se para os gastos e desafios que estão por vir, muitos casais acabam se enroscando com as despesas extras

Quando o casal descobre que terá um filho, algumas preocupações, principalmente financeiras, começam a fazer parte de seu cotidiano. Mesmo preparando-se para os gastos e desafios que estão por vir, muitos casais acabam se enroscando com as despesas extras e a situação fica ainda pior quando a chegada dos filhos não foi planejada. Em um momento como esse, é comum que o casal acabe cometendo o erro de deixar de contribuir para a previdência privada, por achar que, assim, conseguirá equilibrar o orçamento.

Mas, segundo o professor de economia Ronny Albuquerque, consultor da DSOP Educação Financeira, é um erro gravíssimo deixar de investir no seu futuro e no de sua família, pois mesmo com maiores gastos é possível continuar com seus investimentos. “O importante é traçar um bom planejamento e controlar o orçamento, ‘salvar’ o dinheiro dos gastos tolos, transferindo-o para os investimentos. Num primeiro momento, pensamos que é quase impossível fazer isso, no entanto, a confecção do orçamento, somada a uma boa disciplina e comprometimento, resulta em possibilidades reais”, reforça Albuquerque.

O especialista ainda enfatiza a vantagem da elaboração de um planejamento anterior à chegada dos filhos. A projeção do novo orçamento é capaz de poupar a família de muitas surpresas desagradáveis e estresse. E dentro dessa projeção, não podem faltar os investimentos destinados a garantir tranquilidade para o futuro da família. É o que também defende o educador financeiro Mauro Calil, gerente do Instituto Nacional de Investidores (INI): “Basta ter consciência e usar inteligentemente o dinheiro. Costumo dizer que devemos nos acostumar a viver com 70% do que recebemos. Os outros 30% devem ser transformados em investimentos. Deixando de investir agora, nos tornaremos, em nossa velhice, dependentes dos filhos e um fardo financeiro para eles. Uma grande herança que podemos deixar aos filhos é simplesmente não depender deles na terceira idade”, revela.

“No Brasil, o índice de idosos capazes de se sustentar sozinhos na velhice é de apenas 1%. Os outros vivem com ajuda de filhos, parentes, ou de caridade”, afirma a planejadora financeira Lavínia Martins.

Comece cortando o supérfluo
Para ter maior reserva financeira e conseguir arcar com todas as despesas, sem interromper o plano de previdência privada ou qualquer outro tipo de investimento, os especialistas indicam alguns cortes que podem parecer básicos, mas fazem toda a diferença ao fim do mês:

  • Corte TV e serviços por assinatura;
  • Evite gastos com festas, roupas caras e viagens para o casal;
  • Reveja os gastos com celular;
  • Reveja os gastos com tarifas bancárias (avalie o que é ou não essencial e converse com o gerente);
  • Reveja os gastos com o carro da família;
  • Economize gastando menos energia e água;

Tags: família Lavínia Martins Mauro Calil orçamento planejamento financeiro qualidade de vida Rony Albuquerque

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