Como evitar brigas de casal por causa de dinheiro

Transparência é fundamental para manter a harmonia da casa e as contas em ordem

“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe”. A tradicional fala dos matrimônios, além de linda, resume bem a vida a dois, onde nem tudo sempre sempre bem. E, vamos combinar, com as contas no vermelho é difícil manter o clima de romance no ar.

Por isso mesmo, o ideal é que o casal busque informações e converse muito sobre dinheiro. As pessoas tratam o tema como tabu, mas é muito importante saber como cada um lida com as finanças, quais são os objetivos financeiros no médio e longo prazo para evitar as famosas DRs.

Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 16,7% dos cônjuges afirmam que o jeito como eles gastam o próprio dinheiro acaba virando motivo de conflito dentro de casa. E, quando o casal tem muitas contas em atraso, as brigas tendem a aumentar também.

Outro motivo que gera discussões entre os casais é o fato de muitos não saberem quanto o parceiro ganha.  O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, disse que isso é muito comum nas consultorias que realiza. “Só o fato de não saber exatamente qual o salário do cônjuge, já demonstra uma grande possibilidade de problemas relacionados ao dinheiro no futuro.                O segredo é o diálogo,questões como a forma que será feita a divisão das contas, por exemplo são fundamentais”, explica.

Confira algumas dicas para que o assunto dinheiro não seja o pivô das brigas entres casais:

  • Diálogo é essencial e, o mais importante, não vale discutir somente as despesas, é importante fazer planos para o futuro, estabelecer sonhos coletivos e individuais que envolvam dinheiro.
  • Para evitar problemas no futuro, um passo importante é alinhar as expectativas de cada um em relação ao padrão de vida considerado ideal. E, claro: ele precisa estar de acordo com o orçamento disponível.
  • Quando um dos parceiros é mais tranquilo, faz a linha “acomodado”, é preciso ainda mais conversa para buscar o meio termo, com regras bem estabelecidas para evitar discussões frequentes.
  • Mesmo que apenas um dos cônjuges tenha uma fonte de renda e responda por todas as despesas da casa, o planejamento financeiro precisa ser feito pelos dois.
  • Para os casais com filhos, vale alinhar como o assunto será abordado com a criança e incluí-los nas conversas sobre o orçamento da casa.
  • Se um dos parceiros fez algo errado em relação às finanças da casa, vale a pena deixar o nervosismo inicial passar antes de ter uma conversa franca sobre isso. Mas, nada de fingir que nada aconteceu, é preciso falar sobre o assunto e discutir possíveis ajustes para que não ocorra novamente.
  • Lembre-se que é nas dificuldades que vemos com quem realmente podemos contar. Assim, em caso de crise financeira, em vez do distanciamento, o ideal é buscar estar mais perto de quem gostamos.

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