Compras coletivas de viagens: todo cuidado é pouco na negociação

Um consumidor desavisado, que não estiver disposto a ler tudo atentamente, pode facilmente cair em armadilhas

Fechar pacotes de viagens em sites de compras coletivas pode ser uma boa alternativa para quem quer conhecer novos destinos sem gastar muito dinheiro. Porém, geralmente, esses portais impõem uma série de regras para as promoções que anunciam. E um consumidor desavisado, que não estiver disposto a ler tudo atentamente, pode facilmente cair em armadilhas que não só encarecem o passeio depois da compra, como podem até inviabilizá-lo completamente.

Quer um exemplo? Uma das situações mais comuns é o pacote adquirido ter data de validade curta ou um período específico para ser utilizado. “Em geral, as ofertas não são válidas para hospedagem em períodos de alta temporada, feriados e, em alguns casos, não podem ser utilizadas nem aos finais de semana”, alerta Gisele Kobayashi, educadora financeira da CK Treinamentos. Por isso, é fundamental saber se conseguirá tirar férias ou folgas para utilizar o cupom, antes de pagar pelo serviço. Caso contrário, serão grandes as chances de jogar o seu dinheiro fora.

Outra armadilha é comprar um pacote por um bom preço e, depois, descobrir que ele não inclui despesas básicas, com a alimentação e o transporte do aeroporto para o hotel, por exemplo. Para se proteger, o melhor a fazer é informar-se sobre tudo o que está dentro do pacote e que corresponde ao valor que está sendo pedido. Também é importante levantar informações sobre o que não está incluso. Só assim você poderá planejar de uma maneira realista os gastos que terá no período, para ver se, de fato, cabem no seu bolso.

Além disso, é preciso cuidado para não agir por impulso. “As ofertas anunciadas nesse tipo de site costumam ser relâmpagos, de modo que você terá, em média, um prazo de 24 ou 48 horas para manifestar interesse nelas”, explica Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE Associação de Consumidores. Com isso, sobra pouco tempo para analisar o que está sendo oferecido e as suas condições de arcar com os gastos. Nesses casos, a orientação dos especialistas é clara: na dúvida, não arrisque! É preferível perder a oferta e deixar a compra para uma próxima oportunidade, que certamente aparecerá,  do que desperdiçar o seu dinheiro. Tenha em mente que promoções nos mesmos moldes são lançadas com frequência naquele ambiente virtual.

Quantidade e qualidade na balança

Ao visitar sites de compras coletivas também é preciso considerar que algumas ofertas só serão válidas se atingirem um número mínimo de compradores e, por isso, poderão ser canceladas caso a quantidade esperada não seja alcançada. Nesse caso, antes de investir, a dica é observar, além do tempo que falta para a oferta expirar, a quantidade de cupons que já foram vendidos. “Se o número estiver próximo ao estabelecido pelo site para que a oferta tenha validade, a compra se torna interessante”, ensina Maria Inês.

Feita a aquisição do pacote, ainda é preciso preparar-se para lidar com as surpresas que poderão surgir no caminho. Quando ligar para marcar o dia da viagem, por exemplo, pode ser que você só encontre uma data para utilizar o serviço dois, três ou até quatro meses depois. Além disso, pode haver o risco de o fornecedor não estar preparado para receber uma demanda tão grande de clientes e acabar prestando um serviço sem muita qualidade. Para evitar imprevistos como esses, tente encontrar gente que já fez aquele tipo de viagem, em grupos que se formam na internet mesmo. Isso vai lhe dar um pouco mais de segurança na compra.

 

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