Entenda quando a carta de crédito pode ser usada

Documento pode ser usado como garantia e até para quitar financiamentos

A carta de crédito é um recurso comum em consórcios, mas também pode ser utilizada em outros tipos de negociações. Segundo definição do Banco Central do Brasil, ela é “um documento emitido por uma instituição financeira afirmando que seu portador possui um crédito disponível no valor especificado”. Ela serve como garantia por parte de um banco de que determinado comprador possui a quantia necessária para adquirir um bem ou serviço.

Conquistando seu lar ou automóvel
Além da utilização em financiamentos, a carta de crédito é frequente em consórcios de imóveis, veículos, reformas, compra de terrenos e até construção. “É muito usada nesse meio porque é mais fácil delinear o valor dela, que tem flutuação baseada em cima do custo de determinado bem”, explica Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira.

Ao ser contemplado, por sorteio ou mediante lance, o cliente recebe a carta no valor do bem ou serviço e com prazo para ser usada. Já no financiamento, ela é obtida assim que o solicitante cumprir todos os requisitos impostos pela instituição financeira, sem necessidade de sorteios ou lances.

Quitando financiamento com carta de crédito
Isso é possível desde 2009. De acordo com o Banco Central, a carta pode ser usada desde que seu valor seja suficiente para quitar o financiamento.  A possibilidade só é válida para a quitação de um bem do mesmo tipo do contratado no consórcio. Isso significa que não é possível utilizar a carta de crédito de um carro para quitar o financiamento de um apartamento, por exemplo.

Mais segurança para exportadores e importadores
Se nos consórcios a carta de crédito possibilita a compra de um bem sonhado, no comércio internacional ela é sinônimo de segurança.  Jorge Eduardo Moura da Cruz, relações internacionais com 15 anos de experiência em comércio exterior, explica a importância da carta em seu mercado. “Que garantia eu tenho de que vou receber por uma carga que estou exportando? Ou eu já conheço o importador e seu histórico de pagamentos ou eu faço a transação por meio de carta de crédito”, explica. Nesse caso, o valor só é liberado ao exportador quando o cliente recebe a mercadoria. Dessa forma, o banco ajuda a garantir que o cliente pagará apenas por algo que recebeu, e que o vendedor será remunerado por isso. “É uma transação casada, protege as duas partes”, afirma Jorge.

 

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