Evite prejuízos na contratação de mão de obra

Tão importante quanto pesquisar os preços dos materiais, ao realizar qualquer conserto ou melhoria em casa, é selecionar com rigor os profissionais que vai contratar

Tão importante quanto pesquisar os preços dos materiais, ao realizar qualquer conserto ou melhoria em casa, é selecionar com rigor os profissionais que vai contratar. Também é fundamental tomar alguns cuidados no momento de fechar o negócio com pedreiros e pintores, entre outros, para poder cobrar a qualidade dos serviços prestados e exigir seus direitos, caso o resultado não saia como o esperado. Isso evita que você tenha que desembolsar uma quantia muito acima da planejada, mantendo o seu orçamento equilibrado.

Primeiro passo: fazer uma boa seleção

Seja qual for a sua necessidade, tente encontrar um profissional especializado no tipo de serviço que quer contratar. Um pintor que mexe na parte elétrica e também assenta azulejos pode não ser 100% em tudo. Outro cuidado é perguntar para vizinhos, amigos e colegas de trabalho se eles têm alguém para indicar. Se estiver à procura de um engenheiro ou arquiteto, você pode consultar o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). “Também vale procurar o nome do profissional que tem em vista em sites como Procon, IDEC e Reclame Aqui”, sugere Danilo Montemurro, advogado especialista em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Segundo passo: acertar as datas de pagamento

Dori Boucault, advogado especialista em Direito do Consumidor, recomenda que nunca se pague de uma vez só o projeto, principalmente se não houver muitas referências do profissional contratado. O que pode ser feito é dar um sinal de entrada, para que o profissional compre os materiais. Depois, o ideal é ir pagando em etapas, vinculadas às entregas. “E se for fazer o pagamento em cheque, que seja nominal. Assim, apenas o contratado para o serviço poderá sacar o dinheiro”, completa Montemurro.

Terceiro passo: fazer um contrato

O advogado especialista em Direito do Consumidor Welington Arruda diz que “o combinado entre as partes, ainda que verbalmente, serve como contrato. Mas, até para que se possa comprovar o que se acordou caso haja um problema, documentar por escrito é mais seguro”. Independentemente de estar contratando uma empresa ou um profissional particular, não deixe de fazer o contrato, especificando detalhadamente o serviço que será prestado, a data de entrega, as formas de pagamento e até a previsão de uma multa, caso uma das partes não cumpra com o combinado. O documento deve conter os seus dados pessoais e os do profissional: nome completo, RG e CPF.

E se mesmo assim der errado?

Ainda que você tome todos os cuidados possíveis, o risco de não ficar satisfeito com o resultado do serviço existe. E, nesse caso, o melhor a fazer é tentar negociar o ajuste, amigavelmente. Caso não tenha retorno do contratado, suspenda o pagamento. Se ele for registrado em uma determinada categoria profissional ou estiver vinculado a algum conselho, como o CREA, faça uma reclamação no Procon, no próprio conselho ou em qualquer outro órgão de defesa do consumidor. Se ele não tiver documentos que o reconheçam como profissional, vá até a polícia e registre a sua queixa. “Se nada disso der certo, a única saída é entrar com uma ação no judiciário. Para isso, vale a pena contar com a consultoria de um advogado”, diz Montemurro.

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