Férias não precisa estar associada a gastos excessivos

É preciso se planejar para que as contas não fiquem no vermelho no mês seguinte

O período de férias, em que nos afastamos do trabalho para curtir o merecido descanso, o salário cai na conta com diversos extras. Porém, antes de usar essa sobra para aproveitar as férias, é preciso se planejar para que as contas não fiquem no vermelho no mês seguinte. “Muitas pessoas começam a ter problemas financeiros nessa época do ano. Gastam com viagens, passeios, compras e se esquecem de que as contas mensais vencerão da mesma forma, naquele mês e no mês seguinte. Esse descuido é o que leva ao endividamento”, explica Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira.

Para não cair nessa armadilha, é fundamental fazer uma reserva financeira no exato momento em que você receber o dinheiro das férias para saldar os compromissos daquele mês e os do próximo. Isso é importante porque você não vai contar com o salário do período em que ficou fora. “Invista o que não pretende gastar imediatamente. Se deixar na conta corrente, o risco de usar será muito maior. Além disso, você acabará perdendo dinheiro, por conta da inflação”, sugere o educador financeiro.

Atenção aos seus direitos

Também é fundamental saber qual é exatamente o valor a receber nas férias, para que você possa se planejar adequadamente. A Constituição Federal garante que neste período, além do pagamento normal, o trabalhador tem direito a receber um adicional equivalente a 1/3 do seu salário. Tudo isso deve entrar na sua conta até dois dias antes de você se afastar do trabalho.

O valor recebido ainda pode aumentar se o trabalhador solicitar a primeira parcela do 13º salário. Oficialmente, esse adiantamento deve ser pedido pelo empregado logo no início do ano. Entretanto, a maior parte das empresas oferece essa opção na hora em que chega o aviso de férias.

Você também pode vender parte de suas férias (10 dias no máximo), trocando esse período por dinheiro. Por fim, se você sempre faz horas extras, estas também devem ser incluídas na sua remuneração das férias.

É bom lembrar, no entanto, que os descontos - contribuição ao INSS e Imposto de Renda – serão calculados em cima do valor total do que foi recebido nas férias, ou seja, sobre o salário mais o abono. Com isso, os abatimentos feitos nos seus rendimentos também serão maiores do que nos meses normais de trabalho.

Orçamento apertado

Férias nem sempre é sinônimo de viagem. Quando o orçamento aperta temos que abrir mão de alguns confortos e procurar outras formas de diversão. A principal orientação para quem não sairá da cidade durante o peíodo de recesso é pesquisar, em vez de simplesmente optar pelos passeios mais tradicionais e, geralmente, mais caros. Há, inclusive, muitas atividades gratuitas: peças de teatro, shows e oficinas dentro dos shoppings. Além disso, soltar a criatividade, na hora de inventar programas com as crianças, faz toda a diferença. “Uma ideia é passear com as crianças em um museu e, para ficar mais divertido, levar papéis e lápis coloridos. Assim, elas também poderão fazer arte, observando os quadros e esculturas. Com certeza os pais vão se surpreender com o olhar das crianças, a partir dos registros feitos”, indica Elizabete Duarte, psicopedagoga e coordenadora pedagógica do colégio Nossa Senhora do Morumbi.

Tags: consumo despesas férias

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