Mesada: um aliado importante na educação financeira

É importante facilitar o diálogo sobre dinheiro

Entender os mecanismos de troca, aprender a consequência das escolhas, avaliar as possibilidades e as limitações, facilitar o diálogo sobre dinheiro com os pais e mostrar a importância de poupar são alguns dos ensinamentos que a mesada proporciona, quando usada como ferramenta para a educação financeira das crianças. Tobias Maag, planejador financeiro familiar, e Silvia Alambert, especialista em educação financeira de crianças e jovens, ensinam como conceder o benefício aos filhos da maneira correta, mesmo sem muitos recursos.

Determine o valor
É preciso moderação. Segundo Silvia, a quantia não deve ser nem tão alta – a ponto da criança não precisar se planejar para alcançar os objetivos que tem – nem tão baixa que a faça se sentir excluída do grupo social ao qual pertence. O valor também deve ser compatível com o orçamento da família, para que os pais consigam cumprir o pagamento na data combinada. “Se o orçamento é pequeno, R$10 por mês é uma boa mesada para uma criança”, garante Maag.

Considere a idade da criança
Para que as crianças aprendam a administrar o dinheiro, os pais podem introduzir a “mesada” realizando o pagamento semanalmente, principalmente se o filho tem até nove anos. Às crianças entre 10 e 13 anos, o ideal é conceder o benefício a cada 15 dias. Só após essa fase, quando já estão mais maduras, devem receber o dinheiro mensalmente. “O adolescente já terá aprendido a lidar com a ansiedade de ter uma quantia maior de dinheiro para administrar e o planejamento financeiro já fará parte de sua rotina”, explica Silvia.

A hora certa
De acordo com Silvia Alambert, assim que a criança começa a pedir por coisas, entende que é possível adquiri-las. “Essa é a melhor hora para dar início à educação financeira, deixando que o filho pague por pequenas despesas, como os doces que pede na padaria”, orienta a especialista. Já, para administrar bem o dinheiro, a criança precisa ter uma noção mínima sobre números, o que acontece por volta dos seis a oito anos de idade, período ideal para introduzir o benefício. Por outro lado, também é importante que os pais se sintam confortáveis e preparados para assumir a tarefa de dar mesada aos filhos.

Acompanhe de perto
Não basta dar mesada aos filhos, é importante que os pais administrem os gastos de perto, sem tirar a autonomia das crianças. “É preciso estabelecer acordos antes de começar a fazer o pagamento e, se possível, oferecer incentivos adicionais caso a criança atinja as metas combinadas, como poupar e controlar os gastos”, aconselha Maag. Também é indispensável saber com o que o dinheiro está sendo gasto, para que não vire meio de acesso a itens proibidos.

Tags: família filhos mesada planejamento financeiro qualidade de vida

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