Quanto custa o sistema previdenciário?

Valores precisam considerar gastos atuais e cenário futuro

O custo econômico de um sistema previdenciário nada mais é do que a soma de todos os pagamentos de benefícios que deverão ser efetuados, tanto os atuais quanto aqueles que serão realizados no futuro. Para que ele funcione, é necessário que cada pessoa contribua com parte da renda enquanto estiver ativa no trabalho. Assim, quem ainda está no mercado financia aqueles que já se aposentaram e também garante o próprio benefício quando vier a se tornar inativo.

O primeiro passo na formulação de um sistema previdenciário é a definição de uma meta de custo econômico, que só poderá ser feita a partir do conhecimento do número de benefícios oferecidos. Neste estágio, é preciso também estimar os gastos de um cenário futuro, considerando todos os eventos que podem apresentar impacto sobre o sistema. Porém, é só com o passar do tempo, com base na parcela de consumo daqueles que não trabalham mais, que este custo real será conhecido.

Por isso, à medida que os anos passam, é preciso acompanhar os custos deste sistema e fazer reajustes, quando necessário. Para modificar o custo econômico de um sistema previdenciário, é preciso alterar a porcentagem destinada a quem não trabalha mais. Ou seja, pelo menos um grupo precisará ceder. Ou os trabalhadores contribuirão com mais para aumentar a parcela destinada aos inativos, ou, então, os aposentados terão que viver com menos.

Por isso, de tempos em tempos, o governo realiza mudanças no regime previdenciário. Hoje em dia, está em vigor a regra 85/95, com caráter de medida provisória. Para ter direito ao benefício integral o trabalhador vai somar tempo de contribuição e idade até chegar aos 85 (mulheres) ou 95 (homens). A partir de 2017, será acrescido um ponto a cada dois anos e depois um ponto até 2022; atingindo 90/100.

 

Tags: aposentadoria futuro legislação trabalho

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