Quer aumentar o valor da sua restituição do IR 2018? Comece agora mesmo!

Confira algumas dicas para fazer tudo certo sem o risco de cair na malha fina

Você fez tudo certo, entregou sua declaração (bem) antes do prazo e na hora de receber a restituição do imposto de renda, bateu aquela decepção? Para começo de conversa, saiba que muitas pessoas compartilham do mesmo sentimento e sempre ficam com a impressão de que o valor recebido poderia ser maior.

Aí você recebe a restituição, gasta o dinheiro e (a gente sabe, não adianta negar) só vai voltar a tocar nesse assunto em março do ano que vem. Aí, o filme se repete: faz a declaração, entrega no prazo e reclama do valor recebido depois. Bora mudar o rumo dessa história?

Pode parecer exagero, mas a regra número um é começar a pensar na sua próxima declaração do IR agora mesmo. Deixando esse assunto de lado, o contribuinte pode perder a chance de aumentar os valores a serem recebidos. Depois que o ano acaba, não tem muito o que fazer.

Com as dicas que iremos compartilhar nesse post, você não deixa de informar nada para Receita Federal, aplica os descontos legais permitidos e o melhor: sem ter o risco de cair na malha fina.

Anote tudo, sempre: no próprio aplicativo da Receita Federal, existe a opção de lançar receitas e despesas ao longo ano. Um dica simples que irá te ajudar a ter todas as informações organizadas, evitando erros e esquecimentos. Quando chegar a hora de enviar, você já saberá qual modelo de declaração (simplificado ou completo) funciona melhor para o seu perfil.

Recibo vale ouro: outra dica que pode ser colocada em prática é guardar todos os recibos de despesas médicas, odontológicas, pensão alimentícia, etc. Todas as informações declaradas precisam ser devidamente comprovadas. E, parece óbvio, mas a gente prefere reforçar:  nada de declarar procedimentos ou valores que não condizem com a realidade. O cruzamento de informações está cada vez mais eficiente e você pode cair na malha fina.

Seu plano de previdência: ao optar pelo formulário completo na hora de fazer sua declaração do IR, as contribuições feitas para seu plano de previdência complementar (ou VGBL) podem ser deduzidas em um limite de 12% do valor tributável total.

Solteiro, sem filhos? Simplifica: se você tem apenas uma fonte de renda, vale apostar no modelo simplificado. Sem grandes despesas com escola ou plano de saúde, o desconto padrão de até 20% deve ser suficiente.

Casado, com filhos? Vá de opção completa: quem tem filhos matriculados em escola particular e paga plano de saúde, por exemplo, deve escolher o formulário completo na hora de declarar o IR. Guarde todos os recibos. Lembrando que despesas com uniforme e material didático não se enquadram em despesas com educação.

Filhos que recebem pensão: quem recebe pensão precisa incluir essa informação na declaração, visto que se trata de uma rendimento tributável.  A pensão é declarada pelo beneficiário. Uma dica para aproveitar a faixa de isenção ou pagar uma alíquota mais baixa é fazer a declaração de cada um dos filhos que recebe a pensão, no lugar de colocá-los como seus dependentes.

Para quem paga pensão: a Receita Federal só considera os valores pagos em cumprimento de decisão judicial. Acordos informais não entram na dedução.  Casais separados precisam oficializar a situação em juízo e deixar claro quem fica com a guarda e quais valores serão pagos. Vale lembrar que o abatimento indevido pode gerar uma multa de 75% sobre o imposto que deixou de ser pago.

Despesas com saúde:  o contribuinte pode declarar todo valor gasto e receber o desconto máximo de R$ 2.275,08 por dependente (com base no IR 2017). Aqui entram despesas com plano de saúde, médicos, psicólogos, exames de laboratório, aparelhos ortopédicos, próteses dentárias, dentre outros.

Declaração conjunta: nem sempre é a melhor alternativa para os casais. Os rendimentos serão somados e fica mais fácil cair numa faixa maior de tributação. Optar pela declaração conjunta só é vantajoso quando um dos cônjuges tem pouca ou nenhuma renda tributável ou ainda, muitas despesas a serem deduzidas.

Mais dependentes: além dos filhos, pais, netos, companheiros, avós e até os sogros podem entrar como dependentes na sua declaração. Mas, lembre-se que a inclusão só vale se a soma dos abatimentos for maior que o imposto gerado por conta do acréscimo aos seus rendimentos. Não existe um limite para o número de dependentes e - a partir dos 12 anos -todos eles precisam ter um CPF válido.

Para não desanimar e colocar as dicas em prática o quanto antes, que tal compartilhar o texto no Facebook e marcar aquele amigo que também recebeu a restituição do IR e quis chorar?

Tags: imposto de renda impostos IR planejamento financeiro

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