Reclamar faz mal ao cérebro: fuja deste hábito

Especialista dá dicas para escapar de gente que está sempre “pra baixo”

Engarrafamento logo cedo, brigas constantes no relacionamento, problemas financeiros, rotina corrida, nossa! É difícil não se tornar um reclamão com tantos problemas, mas é possível e nós vamos te ajuadar nessa missão.

Para evitar (ou reduzir) os danos desse hábito, a coach de alta performance Patricia Marino ensina como devemos lidar com os chatos de plantão. Parou por um instante e lembrou que o “reclamão” da vez pode ser você? Não tem problema. O texto traz dicas para manter o otimismo, apesar do stress diário.

Antes das dicas, preparadas pelo Vixvamos entender como a reclamação é processada na mente:

A cada pensamento que temos, nosso cérebro é remodelado, alterando a construção física da realidade. Isto porque a ponte que se forma entre as células nervosas (neurônios) acaba se estreitando ainda mais para a produção daquele pensamento.

Aliado a essa capacidade cerebral, está o fato de que as sinapses que você tem mais fortalecidas definem sua personalidade. No fim das contas: aquele pensamento que se repete mais dentro da sua cabeça reforça as pontes dentre da rede dos seus neurônios. Isto quer dizer que, quanto mais você reclamar, mais reforçará o jeito “reclamão” de seu cérebro.

E não se engane que, fazer as vezes de ouvinte, te livra desse condicionamento. Quando você ouve muito blá-blá-blá negativo, seu cérebro se relaciona com a outra pessoa em virtude dos “neurônios-espelho”. Nesta experiência, a empatia com o outro faz com que tentemos sentir a emoção que ele está sentindo – e aí, você literalmente, “troca energias negativas” com seu interlocutor.

O que fazer para evitar a negatividade

A coach de alta performance e produtividade Patricia Marinho nos deu 8 dicas comportamentais para escapar de gente “pra baixo”. Se você é uma pessoa assim, a especialista também orienta a melhor maneira de mudar sua forma de ver as experiências da vida.

1.Somos o resultado das cinco pessoas que mais nos relacionamos
“Se você está do lado de pessoas que só reclamam, em breve pode se tornar assim também”, comenta Patrícia.

2. A palavra tem muito poder
“Se você está no meio de uma crise e diz que vai ser assim até o final, será”, comenta a especialista. “Leve otimismo para a conversa: “existe uma crise, sim. Mas o que vamos fazer para mudar?”.

3. Esteja do lado de pessoas que são altruístas e otimistas
“Uma âncora é apenas 10% do peso do navio e, mesmo assim, o prende. Não deixe que ninguém seja uma âncora”.

4. Reclamar é um hábito e, por isso, pode ser mudado
“Nosso cérebro demora 21 dias para entender que criamos um hábito. Depois, vira rotina”. Por isso, evite manter atitudes negativas, como respostas ríspidas e mau-humor.

5. Tente mudar o assunto sempre que quem reclama entrar em ação
“Você dá um bom dia, e a pessoa responde “bom dia por quê?”; peça para ela respirar fundo e diga que o fato dela estar viva já é um bom motivo”.

6. Se alguém reclamar ao seu lado, não faça coro à crítica
“Ela fala mal de alguém e você fala bem. Um dia essa pessoa mudará o comportamento”, pondera a coach.

7. Mude de assunto sempre que sentir arrastado pelas energias negativas do interlocutor
Se a pessoa reclama de alguma coisa, pergunte algo como “você já viu como o céu está aberto hoje?”, para forçá-la a mudar de assunto.

8. Tente não chamar a atenção da pessoa
Frases do tipo “você só reclama” ou “você fala tão mal” não funcionam, segundo a coach. “Quando alguém fizer uma crítica, fale uma coisa positiva”.


Dica de ouro: a regra da água
Para quem vez ou outra está reclamando, a coach tem um dica bem interessante. “Tenha sempre uma garrafinha de água consigo e toda vez que pensar em falar mal de alguma coisa, beba um pouco do líquido e segure-o na boca”, explica. “É uma dica que traz benefício à saúde do corpo e da mente.

Tags: comportamento hábitos qualidade de vida

Veja mais