Renegociar dívidas é alternativa para sair do vermelho

Revise seu orçamento e tente fazer uma nova proposta de pagamento para seus credores

Para o consumidor, não há situação mais frustrante do que ficar devendo, renegociar a dívida e, depois de um tempo, perceber que não vai conseguir cumprir com o acordo feito. Porém, mesmo nesse momento delicado, ainda há o que fazer. Se a sua dívida não cabe mais no bolso, depois de uma negociação com a instituição credora, é preciso estudar novamente o orçamento e fazer uma nova proposta de pagamento que, finalmente, seja possível honrar.

Comece planejando-se e não poupe esforços para conhecer seus direitos e deveres de consumidor, com o objetivo de escapar de vez da lista de inadimplentes. “Organizar-se financeiramente é igual fazer dieta. É preciso anotar todos os gastos para saber o que cortar, o que precisa manter e onde é possível economizar. Assim, você controla os gastos e também as dívidas”, afirma a superintendente de serviços ao consumidor da Serasa Experian, Maria Zanforlin.

Entre em contato com o credor
Se existe um atraso na renegociação, outro cuidado importante é entrar em contato o mais rápido possível com a empresa credora, para fazer um novo acordo.

Para conseguir arcar com as parcelas após a nova renegociação, o consultor financeiro Rogério Olegário dá três recomendações:

  • Venda alguns bens. Embora as pessoas relutem para tomar essa medida, é a maneira mais fácil de eliminar as dívidas e aumentar a receita;
  • Troque as dívidas de parcelas e taxas de juros altas por dívidas mais baratas, por meio de outros empréstimos;
  • Procure um especialista para analisar e corrigir os problemas que geraram essa situação. “Se a pessoa está numa situação de superinadimplência, uma alternativa é entrar em contato com o Procon, Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor, que poderá ajudá-la a negociar essa dívida”, orienta Maria Zanforlin.


Passo a passo para o planejamento
Para cumprir com o acordo de renegociação e prevenir a inadimplência, o planejamento é obrigatório. Rogério Olegário indica os quatro pontos que não devem ficar de fora dos seus cálculos:

1) Receitas: some o valor líquido que entra em sua conta corrente;

2) Despesas mensais: são aquelas que você tem que pagar em uma data definida e sobre as quais podem incidir juros e corte de serviço em caso de não pagamento;

3) Despesas do dia a dia: são as despesas que não possuem datas nem valores definidos, como as contas do supermercado, padaria, açougue, lazer, etc. Aqui é necessário definir os valores médios e as frequências.

4) Despesas futuras: são aquelas que já existem em seu nome, mas cuja fatura ainda não chegou, como as viagens de férias, a revisão do carro, a compra ou reforma da casa, os presentes e festas familiares, a troca do vestuário etc.

Tags: crédito dívidas finanças renegociação Serasa SPC

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