Três em cada dez internautas usam o cheque especial para pagar suas contas

SPC Brasil mostra que 45% dos brasileiros vivem na “corda bamba” sofrem de excesso de otimismo para pagar compras que excedem o orçamento

Pesquisa realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com internautas que vivem fora do padrão de vida e encerram o mês com as contas no vermelho ou no “zero a zero”, revela que 28% dos entrevistados admitem usar o cheque especial e o cartão de crédito como extensão da própria renda. De acordo com a pesquisa, 62% dos entrevistados não conseguiram poupar e 38% deixaram de pagar alguma conta nos últimos meses.

Os especialistas do SPC Brasil alertam que o cheque especial é um instrumento de crédito bastante prático, mas que deve ser usado apenas em casos emergenciais e de curto prazo, como cobrir o pagamento de uma despesa imprevista e inadiável. “Ao incorporar ao orçamento pessoal um dinheiro que, na verdade, não possui, o consumidor está se submetendo a um risco considerável de endividamento crônico. Com juros médios de 250% ao ano, é um erro grave do correntista recorrer ao limite do cheque especial como uma renda disponível para ser usada de forma indiscriminada”, alerta o educador financeiro José Vignoli.

O estudo  revela um diagnóstico preocupante ao mostrar que a falta de organização com os gastos é atitude frequente entre os entrevistados que vivem além do seu padrão de vida. Quatro em cada dez entrevistados (44%) não realizam um controle sistemático das despesas, seja porque ele é feito apenas “de cabeça”, ou seja, a partir de um método não confiável, ou porque simplesmente não anotam os gastos que assumem.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, avalia que não importa o meio de controle, pois o mais importante é que o consumidor tenha disciplina para organizar seu orçamento mensal. “Algumas pessoas têm facilidade com planilhas de computador ou aplicativos no celular, mas outras preferem simplesmente anotar no papel. O fundamental é sempre anotar no papel.

Fonte: SPC Brasil

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