Você sabia que a caderneta de poupança não é considerada um investimento?

Em 2016, por exemplo, a poupança rendeu 8,3% ao ano


A maioria dos brasileiros que consegue juntar um dinheirinho e depositar na poupança acha que está fazendo um ótimo negócio. O que muita gente não sabe é que a caderneta de poupança não chega a ser considerada investimento por boa parte dos especialistas em finanças. Eles afirmam que quem deposita na caderneta não está investindo, mas apenas guardando o dinheiro hoje para usar amanhã. O problema é que o dinheiro parado por muito tempo na poupança vai perdendo gradativamente o seu poder de compra.

Em 2016, por exemplo, a poupança rendeu 8,3% ao ano. Ou seja, quem tinha R$ 10 mil aplicados recebeu como rendimento R$ 830, o que já deu para defender os presentes e a ceia de Natal. Porém, a inflação no mesmo período fechou em 6,29%. Isso significa que, na realidade, a valorização da caderneta foi de 2,01%. Os outros 6,29 % serviram para preservar as perdas do dinheiro diante da inflação. 

Importância histórica
O economista Roberto Vertamatti, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), pondera que a caderneta de poupança foi uma aplicação que, ao longo de sua história, ganhou a confiança dos brasileiros.

A caderneta realmente é segura, mas apresenta rendimento baixo ao mês, precisamos considerar também os juros da TR (a taxa referencial de juros). O rendimento anual é de 8,3% mais TR. Este mecanismo de poupança foi criado por D. Pedro II, em 12 de janeiro de 1861, e previa juros de 6% ao ano. Na época, ela já foi definida como uma aplicação popular. Hoje, o montante dos depósitos em poupança representa, aproximadamente, R$ 1,948 trilhão.

Hora de mudar
Pela confiabilidade, afirma Vertamatti, a poupança continua sendo um bom recurso para quem quer poupar. Mas para quem pretende se tornar um investidor mais arrojado, a orientação é optar por alternativas que garantam melhor rentabilidade em longo prazo, como alguns investimentos de renda fixa ou as aplicações em previdência. Elas também oferecem bastante segurança e, em geral, dão um lucro maior.

Só é preciso ficar atento aos prazos: se o investidor sacar seus títulos ou a sua previdência depois de um tempo curto, antes do planejado, ele não poderá contar com a totalidade de seus rendimentos, devido às taxas de juros cobradas, o que não aconteceria na caderneta de poupança.

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